Acordo Mercosul-União Europeia é assinado: entenda os impactos na indústria

Acordo Mercosul-União Europeia é assinado: entenda os impactos na indústria

Após 25 anos de negociações, o tratado econômico entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi oficialmente assinado no último sábado (17/01), em Assunção, no Paraguai. O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e promete transformar a competitividade do setor produtivo brasileiro.

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O que muda com o acordo?

O pacto eleva o acesso das mercadorias brasileiras ao mercado global de 8% para 36%. A principal vantagem é a abertura comercial: 54,3% dos produtos negociados (mais de 5 mil itens) terão tarifa zero para entrar na Europa a partir da ratificação.

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Fim das tarifas de importação

A eliminação de impostos beneficiará setores importantes como:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Automóveis e autopeças;
  • Produtos químicos.

Setores como calçados, couro e móveis também projetam um salto nas exportações devido à redução de barreiras burocráticas e tarifárias.

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Modernização e tecnologia

O acesso facilitado a tecnologias europeias é um dos grandes pilares do acordo. Com importações mais baratas de equipamentos de alta precisão, a indústria brasileira poderá:

  • Atualizar o parque fabril nacional;
  • Aumentar a produtividade;
  • Maior integração às cadeias globais de valor.

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Impacto na geração de empregos e renda

O acordo não se resume a trocas comerciais, dados de 2024 revelam o potencial dessa parceria. A cada R$1 bilhão exportado pelo Brasil para a União Europeia, são gerados 21,8 mil postos de trabalho e a produção nacional cresce R$ 3,2 bilhões.

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Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A expectativa é de que esses números cresçam com a facilitação de comércio entre empresas brasileiras e o aumento dos investimentos bilaterais.

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Impasse

Na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, o cronograma de ratificação do tratado sofreu uma mudança. O Parlamento Europeu enviou o texto para análise jurídica do Tribunal de Justiça da UE (TJUE), impactando os prazos de vigência.

O movimento ocorre em meio a um clima de pressão por parte do agronegócio europeu:

  • Protestos na Europa: Agricultores e pecuaristas europeus pressionam governos contra o acordo, alegando “competição desleal” com o agronegócio sul-americano.
  • Segurança jurídica: O envio ao TJUE busca validar a compatibilidade do tratado com as leis da União, mas funciona também como uma manobra para acalmar as bases agrícolas europeias.

Apesar da suspensão, existe uma alternativa jurídica: a Comissão Europeia mantém a prerrogativa de aplicar o tratado de forma provisória. Isso permitiria a redução de tarifas comerciais antes mesmo do parecer final do tribunal.


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