Boletim econômico: juros, inflação e o acordo Mercosul-União Europeia

Boletim econômico: juros, inflação e o acordo Mercosul-União Europeia

A economia brasileira inicia 2026 com sinais mistos: de um lado, o menor desemprego em mais de uma década, de outro, o desafio dos juros em patamares elevados. Neste post, analisamos os principais indicadores do Boletim Econômico de Janeiro de 2026.

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Mercado de trabalho: recordes e alerta

O Brasil atingiu uma marca histórica no trimestre encerrado em novembro de 2025: a taxa de desocupação caiu para 5,2%. Esse é o menor índice registrado desde 2012.

  • Massa salarial: Chegou ao recorde de R$ 363,7 bilhões.
  • Rendimento médio: O trabalhador brasileiro recebeu, em média, R$ 3.574.
  • O alerta: O mercado aquecido pressiona o setor de serviços e acende um sinal amarelo para a inflação.

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Indústria: o peso da taxa Selic

Apesar do bom momento do emprego geral, a indústria brasileira fechou 27,1 mil postos em novembro. O principal motivo apontado é a taxa Selic em 15% ao ano, que encarece o crédito e inibe investimentos.

Destaque regional: Pernambuco mostrou maior resistência que a média nacional, encerrando o período com saldo positivo de 552 novas vagas na indústria, impulsionado pelo setor de manutenção e reparação de máquinas.

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Inflação ao consumidor e ao produtor

O IPCA de 2025 fechou em 4,26%, ficando abaixo do teto da meta de 4,5%. Um fator positivo para o futuro é o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que registrou queda de 0,37% em novembro.

Este é o décimo mês seguido de deflação na saída das fábricas. Quando o custo de produção cai, a pressão nos preços dos supermercados tende a diminuir nos meses seguintes.

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Acordo Mercosul-União Europeia

Em 17 de janeiro de 2026, foi assinado o esperado acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

  • Impacto global: O acesso de mercadorias brasileiras ao mercado mundial deve saltar de 8% para 36%.
  • Benefícios: 54,3% dos produtos terão tarifa zero na entrada na Europa.
  • Setores chave: Máquinas, automóveis, químicos, calçados e móveis serão os mais beneficiados.

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O cenário para 2026 é de transição. Enquanto os juros altos ainda seguram o crescimento industrial, o controle da inflação e a abertura de novos mercados internacionais trazem otimismo para o médio prazo.

O boletim econômico de janeiro de 2026 está disponibilizado no link abaixo:

Boletim Econômico: Janeiro de 2026

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