
Economia brasileira em 2025: entre o pleno emprego e o desafio dos juros altos
O encerramento de 2025 traz um cenário de contrastes para a economia brasileira. De um lado, celebramos marcas históricas no mercado de trabalho, de outro, enfrentamos os desafios de uma política monetária rigorosa que impacta diretamente a produção industrial.
Confira os principais destaques do Boletim Econômico de Dezembro, elaborado pelo Observatório da Indústria do SENAI-PE.
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Mercado de trabalho
O Brasil atingiu a menor taxa de desocupação de sua série histórica: 5,4% no trimestre encerrado em outubro. Com a renda média real em alta (R$ 3.528), o consumo das famílias segue aquecido.
Pernambuco em destaque: o estado registrou um saldo positivo de 10,5 mil novas vagas em outubro, figurando entre os três maiores saldos do país.
O gargalo industrial: apesar do otimismo geral, a indústria nacional perdeu 10 mil postos no mês, reflexo dos altos custos de crédito.
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O PIB e a indústria
A economia brasileira cresceu 0,1% no 3º trimestre, acumulando uma alta de 2,4% no ano. O dado mais relevante foi o desempenho do setor industrial, que avançou 0,8% no período, liderado pelas indústrias extrativas.
Em Pernambuco, embora a produção mensal tenha oscilado, o crescimento frente ao ano anterior foi de 4,8%, impulsionado pela fabricação de veículos automotores e equipamentos elétricos.
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Inflação e a Selic a 15%
O cenário de preços mostra sinais de alívio. O IPP (Índice de Preços ao Produtor) registrou sua nona queda consecutiva, com alimentos e produtos químicos ficando mais baratos na porta das fábricas. O IPCA de novembro também foi o menor para o mês desde 2018 (0,18%).
Mesmo com a desinflação em curso, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão visa conter incertezas fiscais e garantir que a inflação converta para a meta, mas adia qualquer perspectiva de corte de juros para 2026.
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Comércio Exterior
A balança comercial brasileira fechou novembro com um superávit de US$ 5,8 bilhões.
Exportações de Pernambuco: Somaram US$ 199,4 milhões, com destaque para a venda de automóveis e óleo diesel.
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O que esperar para 2026?
O descompasso entre a demanda aquecida (consumo) e a oferta limitada (indústria) é o ponto de atenção. A discussão sobre a Selic e o acesso ao crédito serão temas centrais nas discussões entre governo e o setor produtivo para destravar investimentos no próximo ano.
O Boletim de dezembro de 2025 está disponível no link abaixo
Boletim Econômico – dezembro de 2025


