
Inflação 2026: mercado reduz projeção para 3,95%
O Banco Central divulgou, em 18 de fevereiro de 2026, o mais recente Boletim Focus. Pela sexta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026 foi revisada para baixo, caindo de 3,97% para 3,95%.
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Projeções do IPCA: tendência de queda
2026: 3,95% (queda)
2027: 3,80% (estável)
2028 e 2029: 3,50% (estável)
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Por que as estimativas estão caindo?
A revisão é sustentada por uma combinação de política monetária e fatores macroeconômicos:
Política Monetária: expectativa de cortes graduais na taxa Selic, orientados pelo controle da inflação no horizonte relevante.
Consumo das famílias: um arrefecimento na demanda doméstica contribui para segurar a alta de preços.
Câmbio: a apreciação do real frente ao dólar reduz o custo de produtos importados e insumos primários.
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Fatores de desaceleração: preços administrados e produção
Um dos pilares dessa queda é o comportamento dos preços administrados, como na energia. A queda nos preços de atacado está aliviando a pressão sobre bens industriais e alimentos.
Destaque: em 2025, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou queda de 4,53%. Como o IPP mede os preços na “porta da fábrica”, essa deflação tende a ser gradualmente repassada ao consumidor final.
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Desafios no setor de serviços
Apesar do cenário positivo, o setor de serviços ainda apresenta desafios. O mercado de trabalho aquecido mantém a pressão sobre os preços desse segmento, impedindo uma queda ainda mais acentuada das projeções da inflação. No entanto, o mercado permanece otimista quanto à convergência para a meta de 3%.


