Inflação: energia mais barata contribui para queda do IPCA em agosto

Inflação: energia mais barata contribui para queda do IPCA em agosto

Em agosto de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma deflação de 0,11%, a primeira queda após onze meses de altas contínuas. Essa redução foi impulsionada pelo setor de Habitação, que teve uma baixa de 0,90%. O principal motivo para essa queda foi a redução de 4,21% no preço da energia elétrica.

A queda no custo da energia se deu por um evento específico e temporário: o chamado “Bônus de Itaipu”. Esse bônus é resultado da distribuição de R$ 936,8 milhões gerados pela venda excedente de energia da Usina de Itaipu. Esse valor foi creditado diretamente nas contas de luz de consumidores residenciais e rurais.

Para se qualificar, o consumidor precisava ter consumido menos de 350 kWh em pelo menos um mês no ano anterior. Essa medida beneficiou cerca de 97% dos clientes residenciais e rurais, com um desconto médio de R$ 11,59 por conta, o que contribuiu para a deflação do IPCA de agosto.

Já os preços de Alimentação e bebidas caíram 0,46%, com destaque para alimentos frescos, como tomate, batata, cebola, arroz e café moído que tiveram reduções expressivas e os Transportes apresentaram uma queda de 0,27% devido à redução nos valores da gasolina, etanol e passagens aéreas.  

Apesar da queda generalizada em alguns setores, outros tiveram aumento. O grupo de Despesas pessoais subiu 0,4%, impulsionado por gastos com jogos de azar e hospedagem. O setor de Saúde e cuidados pessoais também teve um aumento de 0,54%, e a Educação subiu 0,75%.

A redução nos custos de insumos como energia e transporte pode beneficiar as empresas, enquanto a diminuição nos preços de itens básicos traz um respiro para o orçamento familiar. Apesar da deflação no mês, a inflação acumulada no ano até agosto ainda é de 3,15%, e nos últimos 12 meses, de 5,13%.

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IPCA por grupo – Brasil e Pernambuco – agosto/2025

Fonte: IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), IBGE. Elaboração: Observatório da Indústria – SENAI-PE.

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