Inflação: maio apresenta desaceleração dos preços no IPCA, percentual abaixo das expectativas do mercado

Inflação: maio apresenta desaceleração dos preços no IPCA, percentual abaixo das expectativas do mercado

O resultado inesperado aumenta a perspectiva de redução da taxa Selic

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Brasil surpreendeu analistas com 0,23% de alta em maio/23, percentual abaixo das projeções do mercado que apontavam para algo em torno de 0,33%. Com o resultado, o acumulado do ano no país atingiu 2,93%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses fechou em 3,94%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os efeitos diretos do resultado IPCA de maio/23 abaixo do esperado, destaca-se a redução da projeção da inflação para 2023. De acordo com as medianas de expectativas do mercado do Boletim Focus (05/06), a perspectiva para esse ano é de inflação de 5,69%, quando há quatro semanas a aposta era de 6,02%.

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Um segundo desdobramento é um reforço das perspectivas para redução da taxa Selic em agosto/23, e mudança de discurso do Banco Central com sinalização de possível processo de queda a partir do próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) em 20 e 21 de junho/23. O mesmo Boletim Focus citado apontou para a taxa Selic em 12,50% ao fim do ano, entretanto já há analistas apostando em até 12,25%.

Os freios ao crescimento econômico pela alta de juros não estão restritos apenas ao Brasil. Em comunicado recente, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), explicou que os aumentos de taxas de juros pelos principais bancos centrais do mundo têm reduzido os investimentos privados, especialmente da indústria e mercado imobiliário, afetando no desenvolvimento da economia mundial para 2023 e 2024, cujas projeções da OCDE apontam alta de 2,7% e 2,9%, respectivamente.   

IPCA Grupos

Sete dos nove grupos monitorados pelo IBGE apresentaram alta em maio/23, sendo o de saúde e cuidados pessoais o maior percentual com 0,93. O grupo habitação obteve alta de 0,67%, enquanto despesas pessoais variou 0,64%. Os dois grupos com deflação no período foram artigos de residência (-0,23%) e transportes (-0,57%), puxado pela queda de 17,73% nas passagens aéreas, de 7,06% no aluguel de veículos e de quase 6,0% no óleo diesel. 

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