Preço médio dos combustíveis cresce mais de 36% em Pernambuco de janeiro/21 a abril/22

Preço médio dos combustíveis cresce mais de 36% em Pernambuco de janeiro/21 a abril/22

Um verdadeiro “calo no sapato” na vida das famílias brasileiras tem sido o sucessivo aumento nos preços dos combustíveis e gás de cozinha. A preocupação não é para menos: avanços desse tipo se refletem em outros setores da cadeia produtiva, puxando altas em logística e alimentos, por exemplo, e pressionando a taxa de inflação (aumento generalizado e consistente dos preços).

A partir de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Observatório da Indústria estudou o ritmo da evolução mensal do preço médio dos combustíveis em Pernambuco desde janeiro de 2021 até abril de 2022. Para esta análise foram considerados os preços da gasolina comum, etanol, diesel, e os gases natural veicular (GNV) e o liquefeito de petróleo (GLP) – o popular gás de cozinha. Foram captados preços de diferentes bairros de 17 municípios: do Sertão ao litoral, passando pelo Agreste e Mata pernambucana. Calculou-se ainda o preço médio para simplificar o entendimento, sabendo-se que, apesar da variação entre localidades e datas, o preço médio pode ser uma boa maneira de compreender o comportamento do ritmo da evolução mês a mês.

Lançando o olhar sobre o comportamento dos preços dos combustíveis no período referido no gráfico 1 (evolução do valor médio mês a mês), percebe-se que ambos tiveram aumentos acima dos 36% ao se comparar o valor de abril/22 com o de janeiro/21. A gasolina comum (linha laranja) saiu de R$ 4,66 para R$7,23, um aumento de 55% para o valor médio do litro. Já o diesel, representado na linha azul, teve um salto no preço de R$3,58 para R$6,60, uma variação de 84,5%. O etanol (cinza) e o GNV cresceram respectivamente 84,8% e 36,4%, sendo este último o menor de todos (linha amarela), que está em torno dos R$ 4,00 desde dezembro/21.

Fonte: ANP/Elaboração Observatório da Indústria – Senai PE

O gráfico 2 revela as taxas de evolução da gasolina comum, que cresceu a um valor médio de 3,0% ao mês, com máxima de 7,7% (março/22 com relação a fevereiro/22), e mínima de -1,2% em janeiro/22 com relação a dezembro/21.

Fonte: ANP/Elaboração Observatório da Indústria – Senai PE

O gás de cozinha teve um comportamento similar aos demais combustíveis, conforme visualização do gráfico 3: de janeiro/21 para abril/22 observou-se um aumento de quase 48% no preço médio, com o botijão de gás iniciando o ano aos R$ 70,0 e chegando ao valor médio de R$ 103,4 em abril/22. O ritmo mensal médio foi de crescimento de 2,7%, com mínima de -1,0% em fevereiro/22 com relação a janeiro/22, e máxima de 7,3% na comparação de março/22 com fevereiro/22.

Fonte: ANP/Elaboração Observatório da Indústria – Senai PE

É importante destacar que a variação entre máximo e mínimo pode destoar com relação à média: em abril/22, por exemplo, o botijão chegou a custar R$ 128,00 em Serra Talhada, Sertão do Pajeú pernambucano, ou seja, 24% acima do preço médio, enquanto em Jaboatão dos Guararapes na Região Metropolitana custava R$ 90,0.

Fonte: ANP/Elaboração Observatório da Indústria – Senai PE

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