Produção industrial brasileira cresceu 0,6% em 2025

Produção industrial brasileira cresceu 0,6% em 2025

O setor industrial brasileiro encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 0,6% em 2025 em comparação com 2024.

  • Acumulado de 2025: +0,6%.
  • Dezembro/25 vs. Novembro/25: -1,2%.
  • Dezembro/25 vs. Dezembro/24: +0,4%.

A produção industrial vem apresentando um arrefecimento, cuja principal explicação é a Selic no patamar de 15,00% ao ano. Os juros mais altos e o acesso limitado a financiamentos pressionam setores que dependem de parcelamentos, como o automotivo e o de eletrodomésticos.

O setor automotivo sentiu o peso dos juros, crescendo 0,2% em 2025 (em 2024 o setor havia crescido 12,4%).

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Figura 1 – Produção física industrial acumulada (%) – Brasil

Fonte: PIM-PF (Produção Física da Indústria), IBGE. Elaboração: Observatório da Indústria – SENAI-PE.

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Desempenho da indústria pernambucana

Em Pernambuco a produção encerrou o ano de 2025 com uma queda de 3,8% em comparação com 2024. Apesar da queda acumulada, a indústria do estado apresentou crescimento nos últimos meses do ano.

  • Acumulado de 2025: -3,8%.
  • Dezembro/25 vs. Novembro/25: +0,8%.
  • Dezembro/25 vs. Dezembro/24: +1,5%.

Dentre os principais setores da indústria pernambucana em 2025 os destaques foram:

  • Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+7%)
  • Fabricação de produtos alimentícios (-1,4%)
  • Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-12,8%)

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Figura 2 – Produção física industrial acumulada (%) – Pernambuco

Fonte: PIM-PF (Produção Física da Indústria), IBGE. Elaboração: Observatório da Indústria – SENAI-PE.

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Tabela 1 – Produção física industrial por setor e atividades selecionadas – Brasil e Pernambuco – dezembro/2025

Fonte: PIM-PF (Produção Física da Indústria), IBGE. Elaboração: Observatório da Indústria – SENAI-PE.

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O que esperar para 2026?

Embora os juros elevados ainda representem o maior desafio para o setor produtivo, as projeções do mercado sinalizam um alívio gradual.

  • Início da queda: A expectativa é que o COPOM inicie o ciclo de redução já na próxima reunião, em março de 2026.
  • Projeção final: O mercado estima que a Selic encerre o ano de 2026 em 12,25% ao ano.

A redução da taxa básica de juros é o gatilho necessário para baratear o crédito e estimular investimentos.

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