
Produção industrial sobe 0,2% em julho na comparação anual
Em julho de 2025, a produção industrial brasileira registrou uma leve alta de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2024, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. Apesar do resultado positivo na comparação anual, o setor acumula uma queda de 1,5% desde abril, indicando um movimento de desaceleração nas atividades industriais. Na comparação com o mês anterior houve queda de 0,2%.
O desempenho em julho foi influenciado pelo atual contexto macroeconômico, especialmente pela política monetária restritiva adotada pelo Banco Central, com a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. Esse cenário encarece o crédito, dificultando o consumo e os investimentos, o que impacta diretamente a atividade industrial.
Além disso, a inflação acumulada de 5,23% em 12 meses tem pressionado os custos, enquanto a incerteza no ambiente global continua a afetar negativamente o funcionamento das cadeias produtivas.
Na comparação com julho de 2024, 12 dos 25 setores industriais apresentaram crescimento, representando quase metade dos produtos pesquisados. O principal destaque positivo foi a indústria extrativa, que teve contribuição significativa para o resultado geral do setor.
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Destaques Setoriais: Crescimento e queda
Entre os 25 setores industriais pesquisados, 12 apresentaram crescimento na produção em julho em comparação com junho. Os principais destaques positivos foram:
- Produtos farmacêuticos: +7,9%
- Produtos químicos: +1,8%
- Máquinas e equipamentos: +1,2%
- Produtos alimentícios: +1,1%
- Indústrias extrativas: +0,8%, com destaque para petróleo e gás natural, minério de ferro, manganês e cobre
- Cadeias relacionadas a coque, derivados de petróleo e biocombustíveis: +0,6%
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Por outro lado, 13 setores registraram queda na produção no mesmo período. As principais retrações ocorreram em:
- Impressão e reprodução de gravações: -11,3%
- Outros equipamentos de transporte: -5,3%
- Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos: -3,7%
- Metalurgia: -2,3%, interrompendo dois meses consecutivos de crescimento
- Bebidas: -2,2%


