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NotíciaConjuntura

Copom reduz taxa Selic para 13,75% ao ano

No cenário global, o Banco Central destacou que o ambiente permanece instável e com volatilidade elevada nos preços de ativos e commodities.

17 set 2026Marcelo Henrique Barbosa3 min de leitura
Copom reduz taxa Selic para 13,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou o corte da taxa básica de juros da economia (Selic) para 13,75% ao ano. Em comunicado oficial, a autoridade monetária justificou que a decisão busca garantir que a inflação retorne à meta, ao mesmo tempo em que atenua as oscilações da atividade econômica.

Evolução da taxa Selic

Fonte: Banco Central do Brasil. Elaboração: Observatório da Indústria do SENAI-PE.

Incerteza internacional

No cenário global, o Banco Central destacou que o ambiente permanece instável e com volatilidade elevada nos preços de ativos e commodities. Dois fatores alimentam essa apreensão:

  • Tensão geopolítica: A indefinição quanto à evolução dos conflitos no Oriente Médio.
  • Juros em economias avançadas: A falta de clareza sobre o ritmo das decisões de política monetária nos países desenvolvidos.

Esse quadro de volatilidade exige que mercados emergentes, como o Brasil, mantenham uma condução de política monetária mais conservadora, segundo o colegiado.

Economia brasileira

No ambiente interno, os indicadores apontam para uma desaceleração da economia, de forma mais visível nos setores mais sensíveis aos juros. Contudo, a atividade segue sustentada por um mercado de trabalho ainda aquecido.

A inflação mostrou desaceleração recente, mantendo-se dentro do limite superior de tolerância de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), embora ainda acima da meta oficial de 3%.

Fatores de alta dos preços:

  • Expectativas de inflação: Projeções de inflação de longo prazo incorporando choques de oferta no petróleo e impactos climáticos sobre alimentos e energia.
  • Pressão no setor de serviços: Inflação de serviços mais forte que o esperado.
  • Câmbio e política econômica: Combinação de políticas internas e externas que mantenham o dólar valorizado.
  • Estímulos à demanda: Crescimento do consumo acima do produto potencial do país, reduzindo o efeito da política monetária.

Fatores de queda dos preços:

  • Desaceleração econômica mais forte: Esfriamento da atividade econômica além do previsto pelo mercado.
  • Desaceleração global: Impacto de choques comerciais e geopolíticos sobre o crescimento mundial.
  • Queda das commodities: Recuo nos preços internacionais com reflexos desinflacionários no Brasil.

O que esperar para as próximas reuniões?

A próxima reunião ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro de 2026. O Banco Central informou que acompanhará de perto os desenvolvimentos da política fiscal e seus efeitos. Para o acumulado do ano, a trajetória estimada para a atividade permanece em ritmo de desaceleração.

O órgão deixou claro que os próximos passos e a extensão do ciclo de corte da Selic dependerão dos dados econômicos a serem divulgados até as próximas reuniões e reiterou o objetivo de manter a taxa em nível necessário para garantir a meta de inflação.

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