Taxa trimestral de desemprego alcança melhor resultado desde 2014

Taxa trimestral de desemprego alcança melhor resultado desde 2014

Com queda de 0,8 ponto, a taxa de desocupação fechou o 2º trimestre/23 em 8,0%, menor percentual para o referente trimestre desde 2014. Na comparação com o mesmo trimestre de 2022, que havia registrado 9,3%, o decréscimo foi de 1,3 ponto percentual, conforme revelou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números mais recentes do IBGE apontaram ainda para um total de 8,6 milhões de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em junho/23, o que significou uma baixa de 14,2% na relação com o 2º trimestre/22 (1,4 milhão de pessoas a menos), e redução de 8,3% quando comparado ao 1º trimestre/23 (decréscimo de 785 mil pessoas).

Para analistas do instituto, esse movimento de baixa no 2º trimestre/23 aponta para recuperação de padrão sazonal do indicador. Pelo lado da ocupação, teve relevância a expansão de trabalhadores na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.  A taxa de ocupação teve alta de 0,1 ponto na passagem do 1º para o 2º trimestre, saindo de 61,5% para 61,6%.

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A taxa de informalidade atingiu 39,2% no 2º trimestre/23, 0,2 ponto acima dos 39,0% do 1º trimestre, contudo 0,8 ponto abaixo dos 40,0% do 2º trimestre/22. Isso representou 13,1 milhões de pessoas e foi o principal responsável pela alta da ocupação. O total de pessoas com carteira assinada chegou a 36,8 milhões, significando 991 mil pessoas a mais (alta de 2,8%) com relação ao trimestre encerrado em junho/22.  

Assim, a força de trabalho ocupada cresceu 1,1% na relação com o 1º trimestre/23, acréscimo de 1,1 milhão de pessoas, e 641 mil pessoas a mais quando comparado ao 2º trimestre/22 (alta de 0,7%). O rendimento médio real do trabalho principal (efetivamente recebido no mês de referência) caiu R$ 246,0 ao se comparar o 2º com o 1º trimestre/23, saindo de R$ 3.104,0 para R$ 2.858,0, uma redução de 7,9%. Entretanto a renda foi R$ 157,0 maior do que o 2º trimestre/22 (alta de 5,8%), crescendo de R$ 2.802,0 para R$ 2.858,0.    

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