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Em decisão unânime, Copom eleva taxa Selic para 12,25% a.a.

No início do ano, projetava-se que a taxa Selic encerraria 2024 em 9,00%.

12 dez 2024Marcelo Henrique Barbosa2 min de leitura
Em decisão unânime, Copom eleva taxa Selic para 12,25% a.a.

Na última reunião de 2024, encerrada nesta quarta-feira (11), o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic em 1,00 ponto percentual, alcançando o patamar de 12,25% ao ano, em conformidade com as expectativas do mercado. No início do ano, projetava-se que a taxa Selic encerraria 2024 em 9,00%. No entanto, o cenário macroeconômico no decorrer do ano demandou sucessivos ajustes nas expectativas, refletindo a evolução das pressões inflacionárias e a necessidade de uma postura monetária mais contracionista.

Segundo o Copom, o cenário externo segue marcado por incertezas, principalmente em função conjuntura econômica dos Estados Unidos, que influencia as expectativas sobre o ritmo de desaceleração econômica na maior economia do mundo, desinflação e postura do Federal Reserve. Em reposta, os principais bancos centrais estão comprometidos em promover a convergência da inflação às metas, enfrentando pressões nos mercados de trabalho. Esse contexto demanda cautela dos países emergentes, que estão mais expostos às flutuações externas. No Brasil, o cenário doméstico mostra dinamismo, evidenciado pelo crescimento do PIB e maior abertura do hiato do produto. No entanto, a expectativa de inflação segue acima da meta para 2024 e 2025.

O Copom identificou ainda uma assimetria no balanço de riscos para a inflação, com maior probabilidade de pressões altistas. Entre os fatores de risco estão a desancorarem das expectativas inflacionárias, a resiliência da inflação no setor de serviços e a influência de políticas econômicas que aumentam a volatilidade cambial. A política fiscal também tem contribuído para uma dinâmica inflacionária adversa, elevando o prêmio de risco e pressionando os preços dos ativos. Por outro lado, os riscos de baixa incluem uma desaceleração global mais forte e um impacto maior do aperto monetário internacional na desinflação. Esse ambiente mais adverso exige maior cautela na condução da política monetária.

Nesse contexto, em decisão unânime, o Copom decidiu aumentar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual como medida necessária para a convergência da inflação à meta. O comitê indicou ainda que, caso o cenário inflacionário se mantenha, novos ajustes de mesma magnitude poderão ser implementados nas próximas reuniões.

Figura 1 – Taxa Selic

Fonte: Banco Central do Brasil. Elaborado por Observatório da Indústria – SENAI-PE.

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