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IPCA-15: preços dos combustíveis diminuem e puxam deflação do índice em agosto

No acumulado do ano, o índice soma agora 5,02%, resultado menor do que o 5,81% anotado em agosto de 2021.

30 ago 2022Hugo Mello2 min de leitura
IPCA-15: preços dos combustíveis diminuem e puxam deflação do índice em agosto

Com -0,73% registrado na pesquisa da considerada prévia oficial do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) alcançou o menor valor da série histórica desde 1991. No acumulado do ano, o índice soma agora 5,02%, resultado menor do que o 5,81% anotado em agosto de 2021. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o valor, que era de 11,39% em julho, chegou a 9,60%. Os dados são da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais uma vez o principal responsável pela baixa do índice foi o grupo dos Transportes, que anotou deflação de -5,24%, especificamente pela queda nos combustíveis (-15,33%): a gasolina caiu -16,8%, o etanol -10,78%, o gás veicular -5,40% e o óleo diesel -0,56%. Além desses, passagem aérea - após quatro meses seguidos de alta - finalmente teve variação negativa, -12,22%. Contudo, alguns itens dentro do grupo subiram, como os subitens motocicletas, automóvel novo e automóvel usado, respectivamente 0,61%, 0,30% e 0,17% de altas.

O grupo Habitação recuou -0,37%, puxado por energia elétrica residencial que obteve variação negativa de -3,29%. Já Comunicação teve baixa de -0,30%, principalmente pelas quedas de 2,29% no plano de telefonia fixa e de 1,04% no plano de telefonia móvel. Os aparelhos de telefone, no entanto, variaram para cima: 0,57%. A maior alta foi do grupo de Alimentação e bebidas, que cresceu 1,12%. O leite longa vida continua sua sequência de alta, registrando alta de 14,21% (já chega a quase 80% no ano).

No Recife (PE), o índice geral obteve quase o dobro da deflação nacional: -1,44%, com destaque para os grupos de Transporte (-6,24%), o de Habitação (-5,32%), e o de Comunicação (-0,72%). A maior alta veio de Alimentação e bebidas com 1,78% e de Artigos de residência, 1,41%.

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