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Preços da indústria recuam pela 5ª vez seguida em dezembro e fecham 2022 com acumulado de 3,13%

Além das indústrias extrativas, outros seis segmentos fecharam 2022 com deflação no acumulado do IPP.

09 fev 2023Hugo Mello2 min de leitura
Preços da indústria recuam pela 5ª vez seguida em dezembro e fecham 2022 com acumulado de 3,13%

Com variação de -1,29% em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) da Indústria Geral brasileira emendou cinco resultados negativos em sequência, puxando o acumulado do ano para 3,13%, o terceiro menor valor da série histórica iniciada em 2014. Como em 2021 o IPP acumulado havia registrado 28,45% para o mesmo período, a diferença com o acumulado de 2022 bate os 25 pontos percentuais para menos, confirmando um cenário de deflação da indústria iniciado em agosto/22. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As indústrias de transformação seguiram um comportamento semelhante ao da indústria geral no que se refere ao IPP: cinco resultados em sequência de variação negativa, com início em agosto/22. Em dezembro, o índice registrou -1,0% para a transformação, levando o acumulado no ano para 3,7%, exatos 25,6 pontos mais baixo do que o acumulado de 2021.

De acordo com o IBGE, a principal explicação para esse resultado de 2022 vem da redução dos preços das commodities, especialmente minério de ferro, barril do petróleo e insumos fertilizantes. Houve ainda decréscimo do valor do óleo bruto, que tem influência direta nas indústrias extrativas e ajudou na redução dos custos ao longo da cadeia do setor, levando, assim, o acumulado do ano das extrativas para uma deflação de -7,92%, quase 22 pontos mais baixo do que o resultado de 2021.

Além das indústrias extrativas, outros seis segmentos fecharam 2022 com deflação no acumulado do IPP. Entre eles, estão a fabricação de móveis (-1,16%), a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,23%), a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-9,08), e a fabricação de produtos de maneira (9,83%). Os dois últimos percentuais deflacionários vieram da fabricação de outros produtos químicos (-11,83%) e da Metalurgia (-12,0%).

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